Hello

E a palavra é sempre refugio. Sempre, sempre, sempre...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

meia noite e meia fútil.

Vieram vários e de todos os lados. Recados de gente ausente, do mundo que se odeia, do cara que quer vender e do que quer ensinar. Só o teu não veio. Entrei naquele mundo de palavras atordoadas bem antes de vê-lo. Lá da cozinha lembrei de você e do quanto te gosto. Esse pensamento trouxe junto a lembrança de que você me mandaria um recado, então guardei o leite na geladeira e corri aqui te procurar. Mas nada. Comecei a ler um texto sobre qualquer coisa só para tentar disfarçar. Não sei por que eu tenho essa mania chata de ficar me enganando. É claro que nunca dá certo. Coloco a idéia principal em um canto da cabeça e tento deixar ela lá com outras não tão principais. Mas ela explode em mim de qualquer jeito. E esse texto é o mero resultado da explosão. Então eu fico assim, me ajudando. Te dou essa importância toda quase que sem querer. Por que um pouco eu quero sim. Mas o final de tudo é que talvez esse amontoado de palavras quase que sofridas me levem a perceber que agora eu gosto um pouco mais de ti. Lembrei do teu rosto e do teu cheiro e isso sempre me faz imensamente feliz. Toquei tua voz por alguns instantes e me senti aliviadamente confortada. De qualquer forma teu recado ainda não chegou. Acho que estou me enganando de novo e sinto que outra explosão está por vir. Mas não sei se tudo isso é tão importante assim. Talvez eu deva ir dormir e sonhar. Sonhar que recebi o recado. Não, não é tão importante assim. Agora que meu sentir está aqui, acho que minha cabeça está aberta para outras importâncias. Quem sabe eu sonhe com elas. Quem sabe amanhã teu recado chegue.

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