Esse seria um bom momento para eu me perder. De novo.
Correr, correr...
A verdade é que esse sentimento já me cansa. Não há nada que
ser feito (a não ser me perder). Aguentar esse peso todo que eu construí em
cima de mim há tanto tempo está sendo tão dolorido que eu já desisti dele. Que
pesa, pesa. E que pese. Já me decidi. Ao
invés de peso, te farei palavra. Ao invés de dor, te farei poema. Quando não restar mais nada, aí sim, serei
livre... Mas não tão livre (porque livre de si mesmo ninguém está), só o
suficiente para que eu me embale e me transforme... dia após dia. Cansei dessa
coisa toda. De ser outros. Se não tiver nada por aqui tratarei de criar, mas eu
sei que tem. Nas frestas, nos restos... me encontro aí. E
ainda, se não tiver nada por aqui tratarei de dançar. E nessa dança, ou me levo
nos detalhes, me encontro na harmonia, melodia; ou me desfaço. Cada nota um
pedaço. E me perco... de vez.
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