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E a palavra é sempre refugio. Sempre, sempre, sempre...

domingo, 27 de janeiro de 2013

sobre a confusão que você me deu de aniversário


Eu vi que você ficou olhando pra mim. No bar. Enquanto abraçava uma menina linda e não percebia que a cerveja na tua mão me ajudava no ato de fingir. Fingir que eu não percebia teus olhos. Mas por quê? Tinha-me em tuas mãos e segurava com mais força que qualquer cerveja.  Me beijava com mais amor. Me tocava. Toda. Não havia espaço pra outros olhares quando estávamos juntos. Você sabe. Só eu que não. Me perdi quando você me perdeu. Sei que não vai demonstrar, mas teu carro ainda tem meu cheiro e há um lugar em teu caminho que tem meu nome. Não vou parar de te seguir porque quero ter tudo que teus olhos querem me dar. Teu abraço ainda é forte. Como quem deseja e repudia. Vou buscar em qualquer bar o sentido das tuas palavras. Vou sentar na tua mesa e beber tua cerveja. E depois acertar a conta. Eu pago. Eu pago pra ouvir você dizer. Aí depois sim. Garrafa vazia de cerveja. Meu olhar vazio do teu. Aí te deixo ir.

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