Você tem, assim, um doce de leite no olhar. Chegou aqui
trazendo mel, trazendo a serenidade pro meu coração que não pedia nada além
disso. Trouxe um coração partido, um sorriso sincero, uma paz meio perdida. Nada
mais do que eu queria. Tudo que meu peito sempre meio quebrado precisa. Me
pediu uma viagem pra ilha e te dei uma viagem pra lua. Vai entrar em mim e em
minhas lentes. E se caso decidires ir embora, sei que sua imagem ficarás aqui. A
lente é o que separa o efêmero do eterno. Tua felicidade ficará nos meus álbuns
e nossos tempos são anacrônicos ali. Sempre ali. Nós. E eu e você, sempre sozinhos,
como qualquer ser humano. Na ânsia da existência, meu doce, só há a arte. E por poder registrar
a intensidade das batidas das asas, é que permito deixar os pássaros
voarem...
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