Hello

E a palavra é sempre refugio. Sempre, sempre, sempre...

sábado, 4 de abril de 2015

Pedaços

As vezes um cansaso me consome
Um sono
Uma fome
Eu sou insonia demais para escrever crônicas
Minhas fábulas
Seriam todas
Pedaços tortuosos
Dessas vidas
Cansadas,
Errôneas


As vezes respiro
Através da raiva
Ela corta um amor fatigado
Um amor
Mal amado


Eu me senti bem e mal hoje
Eu vi uma casa que não era minha
Mas ela era próxima
De um desejo
De existência
Meu
Mais
Sozinho
Do que talvez seja possível


Achei lindo e doce todas as coisas que aquela mulher me disse. E lindo e doce saber que tenho uma mulher assim em minha vida. Na minha família. É difícil as vezes lembrar que não me sinto amada e que há um intenso sentimento de não amor em mim. Outro dia um cheiro me amparou mais que qualquer conversa...
Um cheiro de perfume familiar que me trouxe
Chão

Eu vivo em alturas



Minha casa me dá dor de cabeça
Pelo barulho de tv
Barulho de pessoas
Até o silêncio faz barulho
Porque se falasse
Seria bem melhor.


Eu tenho uma casa que me assusta e diz
Por vezes
Que eu não moro aqui.


Nenhum comentário:

Postar um comentário