Hello

E a palavra é sempre refugio. Sempre, sempre, sempre...

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Se eu conseguisse fazer qualquer coisa dessa ausência não anunciada
Se as palavras também não fizessem vazio do vazio que você me faz
Se os poemas brotassem e a falta fosse mesmo terreno fértil para vida
Se a saudades não fosse o fundo para uma peça dramática mal ensaiada

Quem sabe assim
Amar seria menos turbulento
Apaixonar-se seria menos intenso
E quem sabe assim
Seríamos eu e você
De qualquer jeito
Sendo sempre
Nós mesmos
De qualquer começo
Ou fim
Quem sabe assim
Um dia
Seremos nós
E essa saudade que se faz de falta
Que se esconde na ausência
Que por um tiquinho não me mata
Torne tudo em querer bem
Querer aqui do lado o que está longe
Querer falar quando não se pode
E beijar os lábios
Quando os corpos
Em presença
Não se tem
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