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E a palavra é sempre refugio. Sempre, sempre, sempre...

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A dor do desamparo é perceber que não há possibilidade de completude. O amor, tão inefável. Não que não se ame, mas as coisas que desfazem e fazem. Porque a completude é a exclusão de um. E no amor há sempre duas vidas individuais, que se excluem pela condição de existirem. A maior mentira contada é a de que o amor completa alguém. O amor expõe, escracha, desnuda a necessidade. O vazio. O amor só é o amor porque abre a possibilidade de nos completarmos por nós mesmos. Na solidão. Amar é sempre solidão, apesar do amor. E felicidade, apesar da dor.

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