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E a palavra é sempre refugio. Sempre, sempre, sempre...

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Para que serve o amor?

Vazio: questões, dúvidas, tristeza, sofrimento, blá, blá, blá. Deparo-me com um curta-metragem chamado: para que serve o amor? Mais vazio. Sem resposta. Para distrair. É para isso que serve o amor. A vida está ali, sendo a vida. Nada fazendo sentido, sentimento intensos se intensificando mais ainda, desejo sendo vivido, escritas, cartas, poemas, crochê. É a vida. Construção, costura, retalho, remendo. Aí vem o amor. Paixão. Quero ver ele, falar com ele, saber dele, qualquer coisa dele. Como se tampasse a porra de um buraco. E depois dói, porque amor perfeito só o romântico. Que não existe. Aí vai embora. Acaba. E espera-se outro amor. Nesse meio voltam-se os poemas, os crochês, os restos de retalhos não costurados porque esse corpo estava ocupado demais amando. Então para isso que serve o amor: para nada. Pedacinho da vida que nos chama pra dentro, que nos expõe, nos joga nua no meio da multidão. Abre tudo que há aqui dentro. Faz sofrer. Faz cegar. E acordar. Tudo isso é o amor. De certo as pessoas devem amar mesmo. Eu, já não sei. Paixão, amor, que diferença faz? O amor me ensinou a ser uma ótima fugitiva. Uma guerreira, assassina, forte, mas sempre derrotada. Mato todos para estar sempre segura de que nunca haverá amor. Destruo mais o que já é destruído. E vou correndo... Amor serve pra se deixar amar. E desafiar. Amor é loucura. Clichê. A resposta deve estar naquele protótipo de filme. Tão pequeno, com um título tão conflitante. Confuso, ousado. Verei. Quem sabe eu descubra para que serve o amor e pare de inventar poemas para fingir que eu não morro de vontade de amar.

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