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E a palavra é sempre refugio. Sempre, sempre, sempre...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Nós

Minha ansiedade não se aguenta. Ela quer sair, se mostrar, forçada, de qualquer forma. Minha cabeça cheia de cérebro é pequena demais pra essa mistura de hormônios que se interrompem e se enroscam. E se anulam. Pulsa mais que coração. Me move pra lá e pra cá. Agita. Irrita. Me dói forte, porque de algum jeito ela vai sair, mesmo que use alguns restos de comida, algum resto de qualquer coisa. Porque qualquer coisa já é resto. Continua aqui e é como se andasse de um lado para o outro. Vai me desfazendo, derretendo. Quando vejo que já não me resta nada ela quase sai, explode. Mas não. É que a ansiedade não passa de um nó. Fica em algum canto de mim que não vai bem... em algum lugarzinho sofrido. Vou tentando desfazê-lo, o tempo todo. Tentando desenrolar esse montueiro de frustrações. Mas nem sempre dá. Às vezes só sobra isso mesmo: uma quase explosão. Uma quase loucura. Tenho que costurar uma coisa pra descosturar esta outra... sempre assim. Então aos poucos vou desmorrendo... Transformo o nó em alguma outra coisa e sinto minha cabeça muito mais leve. Ela quase que sorri. Meu corpo e as paredes da casa também. Olhando fio por fio – do nó – é que percebo minha fragilidade. Essa tamanha insignificância vai se construindo dentro de mim e quase me acaba. Quase. Ainda bem que me construo denovo, com outras coisas, outros fios deixados... A resposta de tudo isso é que eu não posso continuar mais com essa mania. Não posso ir vivendo, postergando, ignorar o que eu ponho em meu caminho.
O final é sempre o mesmo: Me percebo enrolada, toda enroscada – até os ossos – em mim mesmo.

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